nas mãos inspiradas nascem antigas palavras com novo matiz Helena Kolody
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Leituras da Pandemia Minha Primeira Vez - Luiz Ruffato Neste texto, vou comentar o livro de crônicas Minha primeira vez , de Luiz Ruffato . O volume faz parte da linda coleção Arte da Crônica , da Arquipélago Editorial, de Porto Alegre. Coleção da qual comentarei outros títulos mais adiante. Bem, mas antes de falarmos do livro em si, preciso explicar minha relação com este gênero tão brasileiro. É uma das minhas idiossincrasias. Não costumo ler crônica em jornal ou na internet. Nem mesmo de autora de que gosto. Quase nunca. Digo quase porque às vezes alguma amiga querida me enfia uma crônica Whats ou Face abaixo. Mais do que não ler, eu a evito, fujo dela, como se foge daquele conhecido com quem cruzamos constrangidos na rua. Aquela pessoa que conhecemos, mas não temos a intimidade confortável para entabular uma conversa, nem o distanciamento necessário para apenas acenar com a cabeça. Ao não sabermos a reação adequada, cruzamos a rua, fingimos ver uma mensage...
O que é um miniconto? Bom, pra começar, é óbvio que se trata de um conto pequeno. Portanto, a concisão é fundamental. O miniconto apresenta, por exemplo, uma escassa descrição de tempos, espaços e personagens. Deve, contudo, manter a narratividade, isto é, contar uma história. O miniconto busca a condensação máxima para chegar ao essencial. A chamada minificção também se caracteriza pela fragmentação, pela experimentação linguística, pelo hibridismo de gê nero (crônica, poesia, aforismo?) e pela aproximação à poesia, como vemos no miniconto de Leonardo Sakamoto , aqui neste blog. O mais interessante do miniconto é que ele não mostra tudo, apenas sugere, como o texto de Marcelino Freire postado aqui também. No bom miniconto, há um subtexto. O leitor deve preencher as lacunas. No Brasil, o curitibano Dalton Trevisan é tido como o pioneiro do gênero. Entretanto, a pesquisadora Francilene Cechinel mostra que há uma história omitida da minificção brasileira. Para ela, U...

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