Sangra Raquel Almeida O que me resta Se não sangrar minhas dores Se não desaguar minhas mágoas Se não gritar minhas fúrias O que restaria Das nossas poesias Que amam e sofrem Sofrem e amam Que rebelam no estrondar De chicotes, tiroteios, Coturnadas na minha cara Dói, como dói! Ainda assim, Construo pontes Pra que não doa mais. Raquel Almeida - Sagrado Sopro - do solo que renasço - Elo da Corrente Edições, 2014. Sangra ¿ Qué me queda? Si no sangro mis dolores Si no desaguo mis penas Si no grito mis furias ¿Qué quedaría De nuestras poesías? Que aman y sufren Sufren y aman Que se rebelan en el estallido De látigos, tiroteos, Patadas en mi cara Duele, !Ah, cómo duele! Aún así, Erijo puentes Para que no duela más. Tradução Alex Criado