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Mostrando postagens com o rótulo Leituras da Pandemia
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Leituras da pandemia Divórcio - Ricardo Lísias Finalmente li o livro Divórcio , de Ricardo Lísias . Já tinha ouvido falar muito deste romance, mas confesso que tenho certa resistência em ler aquilo que todos comentam. Aí, surgiu uma promoção e acabei comprando. Não só pela oferta, claro, já gostava do autor. Li seu primeiro livro em 2015, quando preparava um curso de jornalismo cultural. Comecei pelas narrativas curtas de Concentração e outros contos . Foi aí que tomei contato com aquilo que a crítica literária vinha chamando de autoficção. O conceito é impreciso e um tanto dúbio. Dizer que se trata do uso de experiências pessoais no texto de ficção é tão amplo que colocaria boa parte da produção literária nesse balaio. Para o que nos interessa aqui, vou dizer que autoficção é a mistura intencionalmente confusa entre a história do autor e a narrativa construída por ele. No Brasil, vários jovens escritores têm seguido essa linha: Michel Laub, Tatiana Salem Levy, Julián Fuk...
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Leituras da pandemia A Resistência - Julián Fuks Parece um tolo jogo de palavras, mas resisti muito a ler A Resistência , de Julián Fuks . Edilene já tinha comentado algo a respeito do tema: a história do irmão adotivo do autor. Creio que uma reticência dela em relação ao tratamento dado pelo autor criou essa minha ‘demora’ em ler o romance. De qualquer forma, ele veio junto na bagagem e, finalmente, o enfrentei. Julián Fuks foi considerado um dos 20 melhores jovens escritores brasileiros pela revista l iterária britânica Granta. Sei que temos que ter cuidado com todo tipo de lista, principalmente aquelas que elencam “os melhores”. Fuks também já foi indicado aos principais prêmios literários no Brasil. Prêmios também são questionáveis. Mas, de fato, Julián Fuks é um baita escritor. Lá pelos anos 1980, um colega entrou aborrecido na sala do jornal-laboratório da ECA/USP e disparou: “aqui todo mundo é frustrado!”. Diante do espanto geral, completou: “o que a gente queria m...
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Leituras da Pandemia Minha Primeira Vez - Luiz Ruffato Neste texto, vou comentar o livro de crônicas Minha primeira vez , de Luiz Ruffato . O volume faz parte da linda coleção Arte da Crônica , da Arquipélago Editorial, de Porto Alegre. Coleção da qual comentarei outros títulos mais adiante. Bem, mas antes de falarmos do livro em si, preciso explicar minha relação com este gênero tão brasileiro. É uma das minhas idiossincrasias. Não costumo ler crônica em jornal ou na internet. Nem mesmo de autora de que gosto. Quase nunca. Digo quase porque às vezes alguma amiga querida me enfia uma crônica Whats ou Face abaixo. Mais do que não ler, eu a evito, fujo dela, como se foge daquele conhecido com quem cruzamos constrangidos na rua. Aquela pessoa que conhecemos, mas não temos a intimidade confortável para entabular uma conversa, nem o distanciamento necessário para apenas acenar com a cabeça. Ao não sabermos a reação adequada, cruzamos a rua, fingimos ver uma mensage...
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Leituras da Pandemia O filho de Machado de Assis - Luiz Vilela Ao embarcar para a Espanha, um dos livros que selecionei para nos acompanhar foi um pequeno volume do grande contista Luiz Vilela . No caso, tratava-se da novela O filho de Machado de Assis . Para quem não sabe, a novela é um gênero a meio caminho entre o conto e o romance. É como se fosse um conto distendido, longo, menos sintético. Mas não chega a ter a estrutura elaborada de um romance. Tomei contato com Luiz Vilela no início dos anos 1990, quando uma colega da ECA, hoje professora da UnB, me falou encantada de dois escritores mineiros, Ivan Ângelo e Luiz Vilela. Insistiu em que eu tinha que conhecê-los. A paixão dela era tanta que não tive dúvida. Na primeira oportunidade fui atrás da obra dos dois. De Luiz Vilela, li tudo o que encontrei pela frente, o que significava à época todos os seus livros. E vi que ela tinha razão. Eram contos incisivos, tocantes e surpreendentes. Não à toa, o autor, com só 24 anos,...