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Mostrando postagens com o rótulo Escritores gaúchos
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O que eu mais gosto nas crônicas de Martha Medeiros é a fluidez, a simplicidade, a leveza de seu texto. Aqui, a partir do nada, ela faz uma reflexão sobre a arte e a vida. Mulher escrevendo enquanto toma chá   Sempre fico insegura na hora de intitular o que escrevo. Meus poemas nunca tiveram título. Nos livros, é a última coisa que escolho (em meio a dúvidas infinitas). E os das colunas refletem a minha preguiça: deveria me esforçar mais para atrair a atenção do leitor, mas depoi s de já ter me dedicado o suficiente na elaboração do texto, o título é praticamente um resumo do assunto tratado, sem nenhuma acrobacia literária ou jornalística. Isso explica o fato de eu admirar a simplicidade do título de inúmeras telas expostas nos museus do mundo. São praticamente legendas: Vista de Paris do Apartamento de Theo é o nome do quadro em que Van Gogh mostra os telhados que seu irmão, Theo, vislumbrava todos os dias, ou Campo de Trigo com Cotovia, onde o mesmo Van Gogh, com sua...
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Quem não gosta de Luis Fernando Veríssimo?     Açúcar emprestado Luis Fernando Veríssimo Vizinhos de porta, ele o 41 e ela o 42. Primeiro lance: ela. Bateu na porta dele e pediu açúcar emprestado para fazer um pudim. Segundo lance: ela de novo. Bateu na porta dele e perguntou se ele não queria provar o pudim. Afinal, era coautor. Terceiro lance: ele. Hesitou, depois perguntou se ela não queria entrar. Ela entrou, equilibrando o prato do pudim longe do peito para não derramar a calda. – Não repara a bagunça... – O meu é pior. – Você mora sozinha? Sabia que ela morava sozinha. Perguntara ao porteiro logo depois de se mudar. A do 42? Dona Celinha? Mora sozinha. Morava com a mãe mas a mãe morreu. Boa moça. Um pouco... E o porteiro fizera um gesto indefinido com a mão, sem dizer o que a moça era. Fosse o que fosse, era só um pouco. A conversa começou com apresentações e troca de informações – “Nélio”, “Celinha”, “Capricórnio”, “Leão”, “Daqui mesmo”, “...
Uma vida inteira pela frente. O tiro veio por trás. Cíntia Moscovich
Fossa   Faço amizade comigo para tomar uma cerveja Fabrício Carpinejar
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Emergência Mário Quintana Quem faz um poema abre uma janela. Respira, tu que estás numa cela abafada. esse ar que entra por ela. Por isso é que os poemas têm ritmo Para que possas profundamente respirar. Quem faz um poema salva um afogado. Mario Quintana - 80 anos de poesia - Editora Globo, 1994.