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Mostrando postagens com o rótulo Literatura Periférica
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Uma narrativa concisa, certeira e espantosa de um grande jovem escritor. Questão de postura Rodrigo Ciríaco O professor observa o menino no canto da sala, afastado. Sozinho. Suando frio. Esfregando a mão dentro da calça. Estranha. Aproxima-se, com calma. O aluno de cabeça baixa, concentrado. A mão dentro da calça. Esfregando. Não percebe a chegada do professor. Assusta. Coloca de volta, rápido. Sobe o zíper. O professor, meio sem jeito, pergunta: - O que é isso, Lucas? O aluno não vê outra solução. Abaixa o zíper. Mostra o revólver. - Ah! Tudo bem. Pen sei que tivesse fazendo outra coisa. - Ô, que isso. Tá tirando, prussô? Rodrigo Ciríaco – Te pego lá fora – Dsop, 2014.  
Pedido irrecusável Tio, me dá um conto? Rodrigo Ciríaco
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Sangra Raquel Almeida   O que me resta Se não sangrar minhas dores Se não desaguar minhas mágoas Se não gritar minhas fúrias O que restaria Das nossas poesias Que amam e sofrem Sofrem e amam Que rebelam no estrondar De chicotes, tiroteios, Coturnadas na minha cara Dói, como dói! Ainda assim, Construo pontes Pra que não doa mais. Raquel Almeida - Sagrado Sopro - do solo que renasço - Elo da Corrente Edições, 2014.  Sangra ¿ Qué me queda? Si no sangro mis dolores Si no desaguo mis penas Si no grito mis furias ¿Qué quedaría De nuestras poesías? Que aman y sufren Sufren y aman Que se rebelan en el estallido De látigos, tiroteos, Patadas en mi cara Duele, !Ah, cómo duele! Aún así, Erijo puentes Para que no duela más. Tradução Alex Criado
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O peregrino Sérgio Vaz No caminho do crer e não crer Vivo na dúvida do milagre Entre as brumas da uva e do vinho Sou eu quem destila o vinagre. Caminho no chão em busca do céu Num fogo e àgua que não tem fim Porque Não me esforço para acreditar em Deus Esforço-me para que Deus acredite em mim. Do livro Colecionador de pedras, Global Editora. Enviado por Regina Vilela. Foto: Regina Vilela
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Zero a Zero Dinha " Mas nas barrigas das meninas inda o sol ainda brilha - rancoroso carnaval. ” Nossas mães criam seus filhos para serem meninos e fortes. Entretanto o consumo entretanto o Estado cão magro - roem seus ossos tão fundo que até o descanso, o último tem que ser autorizado. O Estado roeu Rivaldo Jefferson Ricardo e guardou outros tantos ainda. Depois voltou pra guardar a casa de orelhas [surpreendidas: Nesse intervalo, Amanda gerou Ricardo. Angelina devolveu Rivaldo, salvou Jefferson no Fagner e dobrou, por precaução, a quantidade de Lucas. De olho, o cachorro gordo percebe nas barrigas da família pequenas revoluções repondo a morte com vida. Repondo Ricardo a Ricardo Rivaldo a Rivaldo dobrando os soldados perpetuando a ira e a lira. Dinha - Zero a Zero - 15 poemas contra o genocídio da população negra - Me Parió Revolução, 2015. Cero-Cero “ Pero en los vientres de las chic...
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Viagem Sergio Vaz Quatro jovens morreram na chacina do fim da rua. Conforme a notícia, dois deles tinham passagem. Os outros dois foram assim mesmo... clandestinamente. Sérgio Vaz - Colecionador de pedras - Global, 2011.