Uma divertida crônica de um autor que foi ícone de toda uma geração. Desculpe, morri Marcelo Rubens Paiva Atendo o telefone e: "Boa noite, é... Marcelo?" "Quem é?" "É você?" "Quem está falando?" "Puxa, que bom, eu precisava tanto falar com você, não imagina o trabalhão que deu pra descolar o seu..." "Quer falar com quem?" "Com você mesmo, Cariri." "Cariri?" "Não era o teu apelido em Santos?" "Como você sabe?" "Pesquisei. Apelido louco. Por que te deram esse apelido?" "Olha, o que você quer?" "Sou estudante e estou fazendo um trabalho." "Como você descolou o meu telefone?" "Desculpe, Cariri. A pessoa que me deu pediu para não ser identificada. Você é uma figurinha difícil de achar, hein? Marcelão, Marcelão... Como vão as coisas?" "Indo." "O seu Corinthians, hein?" "Meu e de muita gente." "E...